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História
do raio x
O escocês James Clerk Maxwell (1831-1879), no século XIX,
previu a existência e a natureza das ondas eletromagnéticas,
que incluem até a luz visível.
Em 1887, o alemão Heinrich Rudolf Hertz (1857-1894), produziu
as primeiras ondas eletromagnéticas artificiais (ondas
de rádio), usando conselhos de Hermann von Helmholtz (1821-1894).
Entre outras coisas, Helmholtz sugeriu que uma radiação
eletromagnética de alta freqüência deveria interagir fracamente
com a matéria, à semelhança das ondas sonoras num instrumento
de cordas. Sugeriu também que estas ondas poderiam ser
muito penetrantes.
Helmholtz chegou a indicar o instrumento adequado para
produzir essas ondas penetrantes: a ampola de Crookes,
chamada na época de tubo de Crookes, onde eram gerados
os misteriosos raios catódicos.
Muitos cientistas na Europa começaram a procurar esse
tipo de radiação. Entre eles, o maior especialista em
raios catódicos da Alemanha, Philipp Lenard (1862-1947).
A dificuldade na época, é que não ocorreria a ninguém
um método de detecção que mostrasse se de fato existiam
tais radiações
.A descoberta Foi Wilhelm
Conrad Röntgen (1845-1923) quem descobriu e batizou os
Raios X, além de fazer a primeira radiografia da história.
Isto ocorreu quando Röntgen estudava o fenômeno da luminescência
produzida por raios catódicos num tubo de Crookes. Este
dispositivo, foi envolvido por uma caixa de papelão negro
e guardado numa câmara escura. Próximo à caixa, havia
um pedaço de papel recoberto de platinocianeto de bário.
Conrad Röntgen percebeu que, quando fornecia corrente
elétrica aos elétrons do tubo, este, emitia uma radiação
que velava a chapa fotográfica, intrigado, resolveu intercalar
entre o dispositivo e o papel fotográfico, corpos opacos
à luz visível. Desta forma obteve provas de que vários
materiais opacos à luz diminuíam, mas não eliminavam a
emissão desta estranha irradiação induzida pelo raio de
luz invisível, então desconhecido.
Isto indicava que a energia atravessava facilmente os
objetos, e se comportava como a luz visível. Após exaustivas
experiências com objetos inanimados, Röntgen resolveu
pedir para sua esposa pôr a mão entre o dispositivo e
o papel fotográfico. A foto revelou a estrutura óssea
interna da mão humana, com todas as suas formações ósseas,
foi a primeira chapa de raios X, nome dado pelo cientista
à sua descoberta em 8 de novembro de 1895.
A descoberta dos Raios X levaria posteriormente muitos
outros cientistas a receberem o prêmio Nobel de física
com pesquisas sobre o assunto.
Características O dispositivo que gera Raios X
é chamado de tubo de Coolidge. Da mesma forma que uma
válvula termiônica, este componente é um tubo oco e evacuado,
ainda possui um catodo incandescente que gera um fluxo
de elétrons de alta energia. Estes são acelerados por
uma grande diferença de potencial e atingem ao ânodo ou
placa.
O ânodo é oco e confeccionado em
tungstênio. A razão deste tipo de construção é a geração
de calor pelo processo de criação dos raios X. Para não
fundir, o dispositivo necessita de resfriamento através
da circulação de óleo.
Ao ser acelerados, os elétrons ganham energia e são direcionados
contra um alvo, ao atingi-lo são bruscamente freados perdendo
uma parte da energia adquirida durante a aceleração. O
resultado das colisões e da frenagem é a energia transferida
dos elétrons para os átomos do elemento alvo. Este se
aquece bruscamente, pois em torno de 99% da energia do
feixe eletrônico é dissipada nele.
A brusca desaceleração de uma carga eletrônica gera a
emissão de um pulso de radiação eletromagnética. A este
efeito se dá o nome de Bremsstrahlung, que significa radiação
de freio.
As formas de colisão do feixe eletrônico no alvo se dão
em diferentes níveis energéticos devido às variações das
colisões ocorridas. Como existem várias formas possíveis
de colisão devida angulação de trajetória, o elétron não
chega a perder a totalidade da energia adquirida num único
choque, ocorrendo então a geração de um amplo espectro
de radiação cuja gama de freqüências é bastante larga,
ou com diversos comprimentos de onda. Estes dependem da
energia inicial do feixe eletrônico incidente. Este é
o motivo pelo qual existe a necessidade de milhares de
volts de potencial de aceleração para a produção dos Raios
X.
Detecção
A detecção dos raios X pode ser feita de diversas
maneiras, a principal é a impressão chapas fotográficas
que permite o uso medicinal e industrial através das radiografias.
Outras formas de detecção são pelo aquecimento de elementos
a base de chumbo, que geram imagens termográficas, o aquecimento
de lâminas de chumbo para medir sua intensidade, além
de elementos que possuem gases em seu interior à exemplo
da válvula Geiger-Müller utilizada para a detecção de
radiação ionizante e radiação não ionizante.
Usos da Medicina
Na medicina os raios X são utilizados nas análises
das condições dos órgãos internos, pesquisas de fraturas,
tratamento de tumores, câncer, doenças ósseas, etc.
Com finalidades terapêuticas
os raios X são utilizados com uma irradiação aproximada
de cinco mil röntgens, sobre pequenas áreas do corpo,
por pequeno espaço de tempo.
Exposição
A tolerância do organismo
humano à exposição aos raios X é de 0,1 röntgen por dia
no máximo em toda a superfície corpórea. A radiação de
um röntgen produz em 1,938x10
- 3 gramas de ar, a liberação por ionização,
de uma carga elétrica de 3,33x10 - 3C.
No ser humano a exposição
demorada aos raios X poderá causar vermelhidão da pele,
ulcerações e empolamento. Em casos mais graves de exposição
poderá causar sérias lesões cancerígenas, morte das células
e leucemia.
Pesquisa de materiais
Na indústria, os raios
X são utilizados no exame de fraturas de peças, condições
de fundição, além de outros empregos correlatos. Nos laboratórios
de análises físico químicas os Raios X tem largo espectro
de utilização.
Natureza
eletromagnética
Os raios X se propagam
à velocidade da luz, como qualquer radiação eletromagnética
estão sujeitos aos fenômenos de refração, difração, reflexão,
polarização, interferência e atenuação. Sua penetrância
nos materiais é relevante, pois todas as substâncias são
transparentes aos Raios X em maior ou menor grau.
Em algumas substâncias como
compostos de cálcio e platinocianeto de bário, os raios
X geram luminescência. Esta radiação ioniza os gases por
onde passa. A exemplo da luz visível, não é desviada pela
ação de campos elétricos ou magnéticos. Se desloca em
linha reta, vela chapas fotográficas, além de descarregar
os objetos carregados eletricamente, qualquer que seja
a polaridade. |
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