Ruído Pertuba e Danifica audição
Audi Uma das mais possíveis
causas dessa situação é o ruído
ambiental das grandes cidades, populosas - por definição
-, e que apresenta atividade industrial intensa. "Um
dos problemas dos centros urbanos é que eles
contrariam a lei natural dos nossos ouvidos, que não
foram feitos para suportar ruídos acima de 85
decibéis". E completa "na verdade,
no mundo mecanizado e industrial de hoje, todo mundo
pode estar exposto a ruído excessivo - em casa,
no trabalho e no lazer".
Uma pesquisa comprova a informação ao apontar que o
estado com maior índice de perda auditiva é São Paulo
(29,56%), sendo seguido por Minas Gerais (12,58%), Paraná
e Bahia, respectivamente, registrando 8,32% e 6,28%.
Os efeitos causados pelo ruído podem ir desde uma alteração
passageira na audição até graves perdas auditivas irreversíveis
ou melhor a audição não tem como voltar a ser como era.
Ela ressalta que poucos sabem também que o ruído excessivo
ao organismo não acarreta somente a perda de audição;
pode ainda provocar ansiedade, insônia, dores de cabeça,
diminuição do rendimento no trabalho, distúrbios no
sistema nervoso central, dores de cabeça e até mesmo
impotência sexual.
Por isso, a Secretaria de Segurança no Trabalho divulgou
Portaria em 1998, na qual estabeleceu a necessidade
de promover diretrizes
e parâmetros mínimos para a avaliação e o acompanhamento
da audição dos trabalhadores, expostos a níveis de pressão
sonora elevada.
A Lei expressa que um exame audiométrico (que irá mensurar
os efeitos do ruído no ambiente de trabalho ao funcionário)
deverá ser realizado, no mínimo, no momento da admissão;
no sexto mês após a mesma; anualmente, a partir de então,
e na demissão do funcionário. E que este exame será
executado por profissional habilitado, ou seja, fonoaudiólogo
ou médico.
Com minha experiência prática, acredito que nós audiologistas
temos que atingir grande êxito em um Programa de Conservação
Auditiva identificando as possíveis alterações de perdas
auditivas nos trabalhadores.
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